quinta-feira, 6 de junho de 2013

A Adolescência de hoje e a de antigamente



A adolescência é, segundo dizem, o período menos ajuizado do ser humano. No entanto, é com os erros que se aprende e é isso que este período tem de bom, para além das memórias que nos deixa.
Contudo, a adolescência é sempre diferente de pessoa para pessoa, portanto, se eu comparar a minha adolescência com a da minha mãe, irei encontrar muitas diferenças.
Uma vez que a minha mãe nasceu em 1964, a sua juventude começou por volta do ano de 1977, finais da década de setenta.
Naquele tempo, a minha mãe era obrigada a ir à missa todos os domingos, ia sempre muito aperaltada, apesar de não dar importância à roupa que usava. Para além disso, como vivia numa casa muito grande e tinha uma família muito grande, tinha sempre tarefas para fazer, limpar o pó, lavar a louça e outros trabalhos domésticos e, por esta razão, a sua mãe, que era analfabeta e não tinha noção da importância do estudo, só a deixava estudar depois de concluir todas as tarefas. Efetivamente, naquela altura, os professores eram mais distantes e muito exigentes, porém, os alunos tinham sempre tempo para estudar e fazer os trabalhos que lhes eram propostos na escola, apesar de não terem tanta facilidade no estudo como atualmente.
A minha mãe conta-me que os passatempos dela eram brincar, saltar à corda, jogar à macaca, correr. E brincou não só na sua infância como na sua adolescência.
Atualmente, os adolescentes são muito diferentes do tempo das suas mães, por exemplo eu. Eu diferencio-me imenso da minha mãe, quando esta tinha a minha idade. Eu não frequento a catequese, não sou obrigada a ir à missa, nem a praticar uma religião.

Eu não tenho de fazer tarefas domésticas em casa, a não ser tratar do meu quarto e arrumar as minhas coisas. Isto faz com que tenha muito mais tempo para o estudo do que a minha mãe tinha, embora, atualmente, a juventude queixa-se de não ter tempo para o estudo, o que nem sempre é verdade, e quanto aos professores, eles são, hoje, mais amigos dos alunos e mais compreensivos.
Relativamente, aos meus passatempos, eu passo o meu tempo livre a praticar desporto, a ler, a passear, ver museus e exposições, a preocupar-me com o meu guarda-roupa, a ver televisão e a conviver com os meus amigos e a minha família. O que me faz concluir que a juventude da geração da minha mãe era completamente diferente da minha, ou seja, tinha muito menos liberdade.
Em suma, eu penso que são duas realidades divergentes e, se eu tivesse que escolher uma, provavelmente não chegaria a uma conclusão. Isto porque eu gostava de ter tido um maior contacto com a natureza e com os animais na minha infância, tal como a minha mãe teve.

Leonor Freitas 8ºF nº12
[2012/2013]

O Papiro Mágico


Iris estava a arrumar a mala:
- Livros de feitiços, está! Varinha mágica, está!... Tudo o que uma fada precisa. E ainda tenho que guardar espaço para outros objetos.
Iris ia numa missão: encontrar o pergaminho mágico antes que Pooka o levasse, pois, continha o feitiço “a vida eterna”. Pooka era uma fada má que queria o pergaminho a todo o custo.
Iris foi ter com os seus amigos, Alex e Gil:
- Iris, Alex! Tenho aqui uma bengala que o Mago Saramago me deu, vai-nos ajudar na nossa missão!   ̶  Informou Gil.
Iris pôs a bengala na mala. Os três amigos partiram! Ao caminharem, chegaram a um labirinto. O Alex desenrolou um rolo de lã que tinha guardado, para não se perderem. Tiveram que voltar muitas vezes atrás por causa de becos sem saída. Mas, desta vez, ao entrarem num, apareceu uma parede atrás deles.
- E agora, como vamos sair daqui?- interrogaram-se os três.
Iris apalpou a parede e, ao "clicar" num tijolo, apareceu uma charada e em baixo um "tapete tecnológico". O enigma estava com uma letra hieroglífica. Iris traduziu com um feitiço o que o enigma dizia:



 
 
 

 
- Que estranho! Isto não faz o menor sentido!  ̶  Exclamou Alex.
Os três puseram-se a pensar...
- Já sei! Já repararam que o texto fala das três fases da Humanidade?  ̶ Disse Iris.
- Não estou a perceber onde queres chegar? ̶  Afirmou Gil.
- Vejam bem: o bebé anda com quatro pés, os pais com dois pés e a avó com três. A bengala é o terceiro pé. ̶  Concluiu Iris. Mal esta acabou de falar, apareceu um portal, que os levou para o fim do labirinto, onde encontraram uma chave e um cofre. Experimentaram a chave no cofre, mas só apareceram três cadeados. De repente, começou a cair muita areia.
- O que se passa!? ̶  Perguntaram os dois em coro.
- Já sei! Tentem pôr as horas de cada país onde nasceram.  ̶  Excalmou Alex.
E assim fizeram. O cofre abriu-se e a areia desapareceu. Dentro do cofre apareceu outro cofre mais pequeno com uma fechadura. Experimentaram a chave e desta vez o cofre abriu-se e apareceu o pergaminho. Levaram-no até ao Mago Saramago.
- Tudo acaba bem, quando corre bem!!!  ̶ Exclamaram os quatro muito satisfeitos !!!

 

Mariana Sobral 7º G
[2012/2013]

O Mundo de Chocolate


Era uma vez, dois irmãos, Margarida e Miguel que tinham acabado de mudar de casa. Já na casa nova, os dois aventureiros descobriram uma porta no sótão. Decidiram entrar e deram com uma sala um pouco assustadora, com chão ao xadrez, paredes escuras e quadros de pessoas estranhas.

Margarida, que era muito curiosa e atenta, encontrou um papel ao canto deste compartimento que tinha uma mensagem escrita em francês. Felizmente esta jovem rapariga estava no 8ºano e já era o seu segundo ano a estudar francês. A mensagem traduzida dizia "NÃO CALQUEM OS QUADRADOS NEGROS". Nesse momento, o Miguel calcou o temido quadrado e depois de sumir pelo chão, a sua irmã aflita foi atrás dele.

Quando deram por si, estavam num mundo todo feito de chocolate... É que... até as pessoas eram feitas de chocolate! Eram doces, meigas e muito simpáticas. Foram parar mesmo ao centro da cidade, onde havia uma enorme cascata feita desta maravilha. Que cheirinho! Foram andando, andando até que chegaram ao castelo dos famosos reis: o D. e a D. Chocomila que eram feitos de chocolate, com pintarolas para os olhos, gomas para a boca e fios de ovos para o cabelo.

Estes dois irmãos foram muito bem recebidos pelos reis daquele mundo fantástico. Convidaram-nos a ficar e, no início, estavam hesitantes, mas depois aceitaram com muita satisfação.

Passadas semanas, acharam que os pais não estariam muito contentes com a partida dos filhos sem saberem nada da sua ausência. Depois das duas crianças discutirem o assunto, resolveram voltar e levar os pais com eles para conhecer o seu novo mundo.

Agora, em vez de uma nova casa, esta família ganhou um novo mundo. Viveram felizes para sempre, acariciados por todo aquele povo simpático.

Marta Cruz 7ºE Nº13
[2012/2013]

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