terça-feira, 26 de junho de 2012

O canto o mar


Nas ondas que vão e vêm
Ao rebentar em branca espuma
Ouço murmúrios que não cessam
Perdidos no meio da bruma.
O verde e o azul fundidos,
Que reflectem a cor do céu,
Sussurram preces perdidas,
Os cantos de quem se perdeu…
Eu cá não sei se o mar,
Se o mar é dádiva ou desgraça,
Pois nele se destroem vidas,
Se afogam esperanças,
Se esmagam sonhos
E se perdem heranças.
Mas nele é onde muitos
Encontram a graça de viver…
De cheirar o sal das ondas,
Recordar a dor do perder.
Mas neles é onde muitos
Recebem o dom de entender
Porquê de tal cruel beleza,
Há-de o imenso mar ser.



 
Frederica 9ºB [2011/2012]

sexta-feira, 9 de março de 2012

O Reencontro


Algures perto de uma clareira, caminhava um rapazito muito magro, pálido e desanimado. Tinha um rosto muito redondo e olhos azuis como o céu num dia primaveril.
Vivia com o seu avô, homem muito sério e sábio. Tinham uma pequena cabana perto do rio.
O rapaz era órfão de mãe e desconhecia o seu pai, ficando então a cargo do seu avô paterno que era lenhador.
Desde pequenino, o rapaz revelou-se muito destemido e independente. Frequentou a escola até ao 4º ano e depois foi trabalhar com o avô.
No fim de um dia de trabalho, ambos se sentavam junto à lareira. O rapaz deliciava-se e adorava as histórias que o avô lhe contava. Todos os dias ouvia contos que, mesmo sendo repetidas, o encantavam cada vez mais…As narrativas que o avô lhe contava eram mágicas e educativas fazendo com que o rapaz, durante a noite, sonhasse com as histórias.
Certa noite, o miúdo pediu ao avô que lhe contasse uma história. E o avô começou a narrar.
- Há muito, muito tempo numa floresta densa vivia um casal que não tinha filhos mas que ansiava ter. Um dia, enquanto caminhavam, encontraram um menino muito pequenino e engraçado enrolado em panos brancos e macios como neve. Decidiram adotá-lo e levaram-no para sua casa.
O menino foi crescendo e tornando-se o orgulho dos seus pais.
Houve um dia em que a lenha tinha acabado, o rapaz foi apanhar ramos de árvore caídos…No território que conhecia não havia muita lenha, afastou-se um pouco mais.
De repente, olhou em seu redor e percebeu que estava perdido. Caminhou durante algum tempo, mas nenhum caminho lhe parecia familiar. Decidiu descansar para recuperar forças porque tinha que encontrar o caminho de regresso.
Já tinham passados vários dias e o rapaz continuava perdido. Todas as noites rezava ao Pai do Céu para que alguém o encontrasse.
O rapaz nunca desistia. Noite e dia, dia e noite procurava um sinal de esperança.
Exausto da sua busca, o rapaz sentou-se e viu no chão pegadas muito grandes e frescas. Presumiu que seriam de seu pai. Não tinha nada a perder, decidiu segui-las. Era um rasto interminável mas o rapaz não desistia. No momento em que as suas forças o estavam a abandonar, avistou ao longe uma luz muito brilhante, calorosa e familiar – era a chama ardente da sua lareira.
Correu em direção à sua cabana, bateu à porta e, quando esta se abriu, agarrou seus pais e todos, muito comovidos, festejaram o feliz e desejado reencontro.
- Vês meu neto, nunca devemos desistir, temos que concretizar os nossos sonhos mesmo parecendo impossíveis de realizar. A esperança é a última a morrer.
Terminada a história, foram descansar. E no dia seguinte retomaram a rotina habitual.
O avô e o neto eram pessoas muito simples, sem luxos, mas todos os anos iam à feira tradicional da terra.
Nesse ano, tudo estava diferente, havia divertimentos novos, atracões mais emocionantes.
Para grande surpresa do avô e do neto, um homem de grande porte veio ao encontro deles, provocando no avô um choque emocional.
- Meu filho! – admirou-se o avô.
- Sim, pai, sou eu…Vim ter convosco, tenho muito tempo a recuperar junto de si e do meu filho.
- Pai, és tu, mesmo tu? – questionou a criança.
- Vem sentar-te ao pé de mim, temos muito que conversar. O teu nascimento foi um acontecimento que eu não previa e, com a morte da tua mãe, eu senti- -me perdido, não conseguiria educar-te. Optei por deixar-te aos cuidados do teu avô. Peço-te desculpa, naquele momento não era capaz - disse o pai chorando.
- Ao início não compreendi porque me abandonas-te, mas agora entendo e não estou magoado. Vamos ficar juntos?
- Claro filho, se vós quiserdes vamos todos morar para a minha casa no centro da cidade. É pequena mas muito confortável. Então, vamos?
- Sim, sim. – disse o rapaz.
Depois de uma vida separados, o avô, o pai e o rapaz começaram um novo capítulo todos juntos.
 
Inês Rodrigues, 7ºA
[2011/2012]

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Arca de Noé

Trabalho realizado na aula de Língua Portuguesa


Todos diferentes, todos iguais [8ºC- 2010/2011]

Assim como o rouxinol,
Gostaria de voar
Estar bem perto do sol
Passar o tempo a cantar.
Misturo a minha voz
Com os sons da Natureza
Não sinto laços nem nós
A nada me sinto presa.

Joaninha tão pequenina
Comparada comigo
Sempre pronta a ajudar
Qualquer amigo!
Ser como ela,
Seria bom!

Narizito cor-de-rosa
Como sementes de girassol
Bebo tanta água!
Sou um raio de sol!
Saltar e brincar
É o que gosto de fazer
Tal como os ratinhos
Gosto de correr.

Sou uma tartaruga de estimação
Gosto de estar ao sol
E espreguiçar-me debaixo do guarda-sol.

Ronrono, roço-me
Só quero atenção
Gosto que me mimem
Com todo o coração.

Espírito indomável
O cavalo sou eu
Corro entre campos e mares
Querendo alcançar o céu.

Brilhante e reluzente
Rindo-se para quem se ri
Quero ser como um golfinho
Que para todos sorri!

Só como
Só durmo
Mas vejam lá bem:
A preguiça não anda
A cem à hora!?

Quero a frieza da cobra,
A malvadez do seu olhar,
As suas escamas frias,
O não saber o que é amar…
Falo, falo, falo
Papagaio quero ser
Nunca ninguém me cala
O que eu quero é tagarelar
Só para chatear!

Por vezes a presa escapa
Por vezes a chita triunfa
Mas desistir nunca é opção!
E assim alguém que espera sempre alcançar
Sou eu como esta chita
Que nunca pára de tentar!

Sou temido, sou dragão,
Tenho no peito,
Um emblema campeão!
Com as minhas asas,
Protejo o meu reino,
Com o meu fogo,
Nada me fará mal!

No mar vivo
E vivo para o mar
Segui as ondas
Do meu pesar.
Olhei para o mar,
Dirigi-me para a areia
E fita-me incrédulo
Perdeu a sua bela sereia!
Águia sou
Sem fronteiras nem limites
voo pelo céu
Com espírito de lince.

Viajei pelos sete mares
Como só os pinguins sabem fazer
Tentei, tentei voar
Até o cansaço me vencer

Peço desculpas
Se a aborreci
Não volto a incomodar
Porque gosto muito de si
Mas sou um piolho irritante
Saltitante, mas….brilhante!

Protejo aqueles que amo
Por vezes magoo quem não conheço
Sem motivo e sem razão
Instinto fatal mas bom de coração,
Assim sou eu, a leoa!

Assim como a gazela
Sou ágil a correr
Rápida como o vento
Ninguém me consegue deter
Velocidade e resistência
São o meu lema, por excelência
Quem me quiser apanhar
Muito vai ter de suar.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os autores do próximo trabalho




... Turma 8ºC [2010/2011]



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A magia da imaginação

Neste blog não há apenas histórias bonitas. Há também caligrafia bonita. Tão raro de encontrar! Tão agradável de ver!

Clica no texto para conseguires ler na íntegra.




Rita Gonçalves do 6ºAno

A autora da próxima história é ...



...Rita do 6ºA.

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Agrupamento de Escolas Dr. Flávio Gonçalves. Com tecnologia do Blogger.