terça-feira, 26 de junho de 2012

O canto o mar


Nas ondas que vão e vêm
Ao rebentar em branca espuma
Ouço murmúrios que não cessam
Perdidos no meio da bruma.
O verde e o azul fundidos,
Que reflectem a cor do céu,
Sussurram preces perdidas,
Os cantos de quem se perdeu…
Eu cá não sei se o mar,
Se o mar é dádiva ou desgraça,
Pois nele se destroem vidas,
Se afogam esperanças,
Se esmagam sonhos
E se perdem heranças.
Mas nele é onde muitos
Encontram a graça de viver…
De cheirar o sal das ondas,
Recordar a dor do perder.
Mas neles é onde muitos
Recebem o dom de entender
Porquê de tal cruel beleza,
Há-de o imenso mar ser.



 
Frederica 9ºB [2011/2012]

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