Nas ondas que vão e
vêm
Ao rebentar em branca
espuma
Ouço murmúrios que não cessam
Perdidos no meio da
bruma.Ouço murmúrios que não cessam
O verde e o azul fundidos,
Que reflectem a cor do céu,
Sussurram preces perdidas,
Os cantos de quem se perdeu…
Eu cá não sei se o mar,
Se o mar é dádiva ou desgraça,
Pois nele se destroem vidas,
Se afogam esperanças,
Se esmagam sonhos
E se perdem heranças.
Mas nele é onde muitos
Encontram a graça de viver…
De cheirar o sal das ondas,
Recordar a dor do perder.
Mas neles é onde muitos
Recebem o dom de entender
Porquê de tal cruel beleza,
Há-de o imenso mar ser.
Frederica 9ºB [2011/2012]
