Era um gato. Um gato branco e bem cuidado, curioso e solitário. Fazia companhia a uma senhora idosa, algo fria e reservada, que vivia no seu pequeno e aconchegante apartamento suburbano, onde raramente entravam visitas. E talvez fosse por isso que o animal sentia necessidade de conhecer novas pessoas, porque embora acompanhado, sentia-se só.
Certo dia, enquanto a dona fora às compras, o gato ficou só no aconchego da sua casa. Uma maravilhosa música vinda da varanda chamou a sua atenção. Todo ele se envolveu no místico esplendor das notas musicais tocadas em perfeita harmonia.
A curiosidade levou-o à varanda. De onde viria tamanha magia? E saiu. Saltou da varanda e correu, apenas guiado pelo som que o atraía como um feitiço.
O gato percebeu que havia chegado ao centro da cidade, a um bairro rico onde se encontravam as pessoas mais prestigiadas da cidade, muito arranjadas com as suas roupas de marca. E foi no meio de toda esta extravagância que o gato encontrou quem procurava. Um simples violinista, maltrapilho, que demonstrava a sua paixão pela música, ao tentar partilhá-la com o resto do mundo. A caixa das esmolas mostrava cruelmente que poucos apreciavam tamanha beleza.
Porém o gato não ficou indiferente. Sentou-se junto do violinista, como que a apreciar o seu trabalho, deliciado. Passaram assim o seu fim de tarde como companheiros chegados e cúmplices.
Chegada a hora de voltar a casa, o violinista arrumou o seu material e despediu-se do novo amigo. Contudo, o gato não voltou aos subúrbios. Sentia-se perdido e resolveu seguir o homem, indo parar a um bairro-de-lata. Só então o violinista se apercebeu da companhia.
- Com que então, seguiste-me! – exclamou
A expressão do gato não se alterou, mas soltou um miado como se entendesse o que o violinista lhe dizia.
- Parece que estás só, tal como eu. – continuou – Vem comigo e ambos vamos poder superar a solidão.
Assim, o homem pegou no gato e levou-o consigo. Alimentou-o e acarinhou-o. O gato sentiu que tinha um lar.
E todos os dias, lá iam os dois tentar ganhar o seu. Alegravam os bairros ricos em troca do pouco que algumas pessoas dispensavam. Mas tinham-se um ao outro. Acabara-se a solidão.
Maria João Samúdio, 8º C nº 21
Certo dia, enquanto a dona fora às compras, o gato ficou só no aconchego da sua casa. Uma maravilhosa música vinda da varanda chamou a sua atenção. Todo ele se envolveu no místico esplendor das notas musicais tocadas em perfeita harmonia.
A curiosidade levou-o à varanda. De onde viria tamanha magia? E saiu. Saltou da varanda e correu, apenas guiado pelo som que o atraía como um feitiço.
O gato percebeu que havia chegado ao centro da cidade, a um bairro rico onde se encontravam as pessoas mais prestigiadas da cidade, muito arranjadas com as suas roupas de marca. E foi no meio de toda esta extravagância que o gato encontrou quem procurava. Um simples violinista, maltrapilho, que demonstrava a sua paixão pela música, ao tentar partilhá-la com o resto do mundo. A caixa das esmolas mostrava cruelmente que poucos apreciavam tamanha beleza.
Porém o gato não ficou indiferente. Sentou-se junto do violinista, como que a apreciar o seu trabalho, deliciado. Passaram assim o seu fim de tarde como companheiros chegados e cúmplices.
Chegada a hora de voltar a casa, o violinista arrumou o seu material e despediu-se do novo amigo. Contudo, o gato não voltou aos subúrbios. Sentia-se perdido e resolveu seguir o homem, indo parar a um bairro-de-lata. Só então o violinista se apercebeu da companhia.
- Com que então, seguiste-me! – exclamou
A expressão do gato não se alterou, mas soltou um miado como se entendesse o que o violinista lhe dizia.
- Parece que estás só, tal como eu. – continuou – Vem comigo e ambos vamos poder superar a solidão.
Assim, o homem pegou no gato e levou-o consigo. Alimentou-o e acarinhou-o. O gato sentiu que tinha um lar.
E todos os dias, lá iam os dois tentar ganhar o seu. Alegravam os bairros ricos em troca do pouco que algumas pessoas dispensavam. Mas tinham-se um ao outro. Acabara-se a solidão.
Maria João Samúdio, 8º C nº 21
2009/2010

12 comentários:
olha eu chamo-me sara sou do 9ºano e gostei muito desta história foi muito interessante tens jeito de contar histórias e de faze-las
sara 9ºano
É bonita a importância que dás aos pobres e solitários.
Ola. Eu sou a Raquel tenho 14 anos e ando no 7ª ano. Eu gostei muito da tua história, ela é muito interessante.Quando eu for grande só quero ser feliz como o gato
Eu sou o Pedro, aluno do 3 ano B2 da escola dos Sininhos. Eu achei que nesta história a amizade entre o Gato e o Violinista era especial, porque ambos encontraram um amigo, acabando com a solidão.
Ola. Sou aluno do 3 ano B2 da escola dos Sininhos. Eu achei esta história interessante porque é bom ter amigos e uma companhia para acabar com a solidão.
Ola, eu sou o Francisco, aluno do 3 ano B2 da escola dos Sininhos. Esta história é bonita porque nos alerta para alguns problemas sociais: a pobreza e a solidão.
Sou aluna do 3 ano B2 da escola dos Sininhos. Achei esta história muito interessante, porque todos nós devemos ter uma companhia e dar-lhe amor e carinho.
Ola, eu sou o Tiago do 3 ano B2 da escola dos Sininhos. Eu gostei muito desta história porque me ensinou como se deve acabar com a solidão e termos amigos que nos façam companhia.
Sou o Vasco do 3 ano B2 da escola dos Sininhos. Retiro desta história que os amigos são importantes para nos tirarem da solidão.
Olá.Eu sou aluna do 3º Ano B2, da escola dos Sininhos.Acho esta história lindíssima. Gostaria de nunca sentir solidão e ser feliz.
Eu sou aluna do 3º B2, da Escola dos Sininhos. Achei esta história fantástica porque faz-nos pensar, que devemos combater a solidão procurando alguém ,que seja nosso amigo e nos dê carinho, como fez o gato.
Nós somos alunos do 3ºC3 da Escola do Desterro.Esta história tem como mensagem que a amizade supera a solidão. Também a beleza de ouvir e tocar a música supera a falta de dinheiro.
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